segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O hábito (literalmente) não faz o monge.


Não raro recebemos no INAM denuncias de falsos monges nas artes marciais. O que vemos é um desfile de fantasias e uma série de procedimentos e rituais que mais parecem uma encenação de teatro do que de outra coisa. Este circo serve única e exclusivamente para tentar tornar legitimo algo ilegítimo. Serve apenas para iludir os que ingenuamente procuram uma arte marcial como se vê nos filmes e seriados de TV. Para quem não conhece, para quem ignora completamente estas doutrinas e culturas, qualquer papinho destes enganadores serve.



O que já tivemos: pseudo mestres de estilos da arte marcial inventada vestindo manto; falsos mestres Shaolin vestindo túnica (até um que se diz "abade"*).

Abade Shaolin 10ºGrau? 



Alem de Mc Dojo teriamos Mac Sangha?
Muito importante é não esquecer  do comprovante de depósito.
Monge vive de esmolas....


Quando se fala de Kung Fu Shaolin estamos nos referindo não só a um estilo de kung fu, mas sim de um conjunto de técnicas surgidas num templo budista. Temos assim um estilo de Kung Fu que nitidamente remete a uma religião (ou filosofia como preferirem), o budismo. Estas técnicas se originariam (não há como provar isto) de um monge Hindu chamado Bodhidharma. Até onde se sabe ele realmente existiu e todas as linhagem Zen (Chan'an, Seon, Thien e Zen) fazem referencia a ele. Se fomos procurar e rastrear cada linhagem de budismo Zen (Chan'an, Thien, Seon e Zen) encontraremos um ponto em comum, Bodhidharma. E esta linhagem TEM QUE PROVAR a origem via documentos oficiais!


Quando falamos de budismo nos referimos uma religião com preceitos, filosofia e doutrinas passadas de geração à geração. Cada escola de budismo Mahayana possui características parecidas. Para formar um monge, ou um sacerdote, há uma série de procedimentos tradicionais. Portanto não basta só pegar e raspar a cabeça e se enrolar num lençol, têm que ir até estas escolas e fazer o treinamento e passar por todos os procedimentos (não distorça as ideias de Thich Nhat Hanh** sobre budismo engajado). Tem que ter a documentação dada por estas escolas!!!!!
E de nada adiantam falsificar documento de monge ou abade! Estes documentos ficam guardados e ficam registrados em templos e mosteiros legítimos.
O tal manto que esses falsos budistas insistem em colocar no ombro; as cores, a confecção, todos tem um significado. O manto tem um significado muito nobre de renuncia as coisas mundanas e principalmente as que enaltecem o ego. Vesti-lo, significa que fez a mesma renuncia de Buda e que também esta disposto a trilhar o caminho da iluminação.

Alguns dos que dizem ensinar arte marcial que se fantasiam de "monge". Se fizerem um pesquisa verão o quanto destoa da vestimenta autentica dos templos Shaolin. Também não usam a vestimenta de nenhuma outra escola autentica de budismo mahayana que exista oficialmente no Brasil.


E o que mais nota-se nestes "monges budistas de boutique", é exatamente o contrário! É aquela tentativa desonesta em se aproveitar de todo um contexto puro e simbólico para simplesmente APARECER; fugindo completamente do sentido da renuncia.
O uso do manto nos ombros tem o significado totalmente diferente de usá-lo apenas por mera estética só para promover a ideia do que não é ser um monge. É agir com toda má fé. É banalizar uma religião mais antiga que o Cristianismo. Por isso, desconfie de qualquer um que use esta estratégia nefasta para enganar pessoas, pois, vestir o manto de monge budista é coisa séria e não esta festa a fantasia.
Do que adianta fingir ser um monge sem conhecer os preceitos budistas e alguns procedimentos destas escolas, se basta uma simples pergunta de conhecimento de causa que logo a fraude cai por terra? O Kung fu Shaolin infelizmente é o mais afetado por estes embusteiros. 

O Kungu fu Shaolin no Brasil não esta necessariamente ligado a pratica do budismo (pratica monástica)***, o Shaolin do Norte (eu disse "Norte") surgiu no Brasil por intermédio do mestre Chan Kowk Wai (vide em: Academia Sino Brasileira de Kung-fu), e este mestre não era monge budista, mas, realmente aprendeu o estilo Shaolin com grandes mestres de verdade. Porém o mestre Chan não passou nenhum (ou quase nada) conhecimento religioso Budista, pois, não recebeu título de professor de Dharma. Isto não significa que as técnicas do estilo Shaolin que ensina não sejam autenticas; significa apenas que não pode dar ao luxo de agir como monge e sair ensinando o budismo em qualquer lugar. O fato de alguém raspar a cabelo e se cobrir com um lençol não faz de ninguém um praticante de Kung Fu estilo Shaolim legitimo, muito pelo contrário, prova apenas que é puro finjutsu já que não existe uma formação oficial de monges Shaolin no Brasil.

Mas não necessariamente é o Budismo Chan'an dos Shaolin o único deturpado, já aconteceu com o Zen Budismo japonês. Aqui mesmo na página e na fan page tivemos um caso famoso de embusteiro confesso se auto proclamando "Zen budista" (Vide posts anteriores deste blog) – e ainda teve a pachorra de divulgar o nome da escola; vendendo descaradamente a ideia de que era "adepto" da mesma, e que logo após ser questionado, tentou nos enrolar com ofensas, perseguições e todo o tipo de argumento inválido como se fosse capaz de desqualificar os argumentos sólidos onde nos baseamos.

Burrone e a arte do sofisma contraditório (Shinn).


De nada adiantou inventar pseudo explicação sem conhecer o budismo a fundo via fontes confiáveis, como também não adiantou distorcer os mesmos argumentos em benefício próprio. Apelar para o rasteiro discurso Ad hominem ou bancar o "pombo enxadrista" só confirma como uma pessoa consegue ser tão irrelevante e ignorante a ponto de se iludir ridiculamente em tentar derrubar argumentos fundados em bases sólidas. E pior de tudo não foi só isso, pois, este mesmo “monge” tentou desmentir que era budista e logo depois publicou uma foto ao lado de "mestres" budistas contradizendo-se completamente.

Suposto "Zen Budista" que não tem o "rabo preso com religião" pagando vale para monges budistas, um tibetano e um Zen Budista****. Com a mesma foto este do meio já tentou justificar seu "Zen Budismo" "sincrético" e "miscigenado".


Só um aviso a esta gente assumidamente burra: nós sabemos identificar a situação destes "mestres" e sabemos quem pode e quem não pode dar a autorização para iniciar alguém no Budismo, seja qual linhagem do budismo que for Zen, Chan ou Tibetana; sabemos que seguir a risca todos os procedimentos de renuncia material esse bando de enganadores não vai, principalmente em deixar de ser a cerejinha do bolo. E não adianta vir aqui choramingar, porque também sabemos quem dentro destas escolas Budistas estão cabulando as normas das mesmas.





Texto: Mestra Taka Nakara,
Revisão: Mestre Shinn Pann Tzeh




* Abade: um abade geralmente é um espécie de chefe de um mosteiro e levando em consideração que sequer temos formação oficial de monge Shaolin no Brasil, temos que concordar que sequer temos abade desta ordem por aqui. Apesar de ter um "templo" Lohan aqui, temos apenas monges vindo aqui para cursos de Kung Fu e não para formar monges. A formação de monge chinês da escola Chan ainda tem que ser feita NA CHINA. Nossos consultores de Zen Budismo não confirmam existir tal formação aqui, se tivessem eles saberiam. Vale ressaltar e mestre da linhagem Chan só tem uma no Brasil a mestre Jue Cheng (reverenda Sinceridade);

** Thich Nhat Hanh (vide: Plum Village) é um grande nome do budismo Zen, sua linhagem é vietnamita, o mesmo vive exilado de seu país desde a guerra do Vietnã, é um grande ativista da paz, professor universitário e grande escritor, em seus livros prega o budismo engajado e mais participativo com a sociedade, porem muitas pessoas acabam distorcendo seus ensinamentos, o budismo por si só em sua ideologia É ENGAJADO independente de estar dentro ou fora dos monastérios, tais argumentos equivocados já foram usados por finjuteiros denunciados no blog para justificar o "budismo de Butique" "sincrético" e "miscigenado";

***Uma coisa é a prática da arte marcial o kung fu estilo Shaolin (Quan), outra coisa é a pratica do budismo Chan'an do templo Shaolin, as duas coisas correm distintas. Se pode aprender as técnicas da arte marcial (Kung fu), mas ser monge budista, o procedimento é outro e muitíssimo mais complexo.

**** Um monge da Soto Zen (linhagem da Soto Shu direta do Japão), para se tornar um professor de Dharma deve fazer um treinamento nos mosteiros do Japão (Angos), o da foto É DA Soto Zen, mas certamente não é mestre zen e nem professor de Dharma, quanto muito deve ter passado pelo combate de Dharma que é a cerimônia que inicia um monge aprendiz na Soto Zen, nós sabemos quais são os professores de Dharma no Brasil, este ainda não esta entre eles. O monge Tibetano realmente esteve 10 anos na Índia em mosteiros budista tibetanos, estudou em universidades budistas, é o único representante oficial de uma linhagem especifica Tibetana (há várias linhas) no Brasil.

***** World Buddhist Sangha Council e o International Buddhist Council são órgãos internacionais a onde se pode saber se a instituição do monge existe, ou mesmo o monge é realmente um monge;


P.S.: A explicação sobre o Zen Budismo no texto foi sucinta somente para esclarecimento. Focamos no Shaolin que é o mais visado pelos embusteiros das artes marciais e no Soto Zen porque foi indevidamente usado por finjuteiros (vide: Questionando o "Zen
 Budismo" de Butique dos Bione's 1). Questões ideológicas, filosóficas, políticas de alguma escola budista são assuntos internos que devem serem discutidos entre os praticantes do budismo. Sobre o budismo Chan chinês indicamos o site do templo Zu Lai no Brasil. Sobre o Soto Zen em especifico indicamos os Blogs dos monges Tokuda, Gensho, Coen e Isshin. Nosso blog não é para discutir pontos de vista de religião ou escola especifica, mas para esclarecimento nas artes marciais.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Por que Jesse-Jane Mcparland não é uma artista marcial?

         Em 2015 foi divulgado pelo Facebook um vídeo de uma menina irlandesa que participou de um programa chamado "British Got Talent" da produtora ITV Media onde a pequena Jesse Jane Mcparland de nove anos executa técnicas com uma Katana sem fio (lembrando que Katana é espada e não um sabre ok, Pa-Kua Hermano*?). Apesar da aparência meiga de uma menininha com traços delicados como o de uma bonequinha, o publico e os jurados foram ao delírio depois de assistirem sua apresentação de técnicas com a espada e chutes. Nada mais justo, a apresentação é legal, a menina tem habilidades, coordenação motora e o principal de tudo: ela tem talento.


O vídeo de sua apresentação de estreia viralizou, correu o mundo inteiro pelas redes sociais entre a grande maioria do publico leigo, a mídia local vendeu a imagem de Jesse Jane como uma artista marcial, uma "Karate Kid" da vida real; o sucesso catapultado pelo programa deu-lhe o apelido de “JJ Golden Dragon*” (em português: Jesse-jane Dragão Dourado).

Mas, cá entre nós praticantes de artes marciais, Jessie Jane Mcparland seria mesmo uma artista marcial de verdade?

A resposta é: Não! Jesse Jane Mcparland não é artista marcial e ponto final.

Por mais cruel que se diga – afinal, se trata de uma criança de nove anos que encantou adultos com seus gritos, saltos e cambalhotas num programa de alta repercussão desde o fenômeno Susan Boyle; não há sequer alguma informação sobre onde foi e com quem Jesse Jane Mcparland treinou artes marciais desde os três anos de idade e quais são os estilos de artes marciais que ela teria supostamente praticado. Poderíamos até afirmar que foi seu pai quem a treinou, entretanto, temos muitas duvidas, já que também não foi encontrado nenhuma informação sobre quais estilos que o pai teria ensinado a ela.


Para pessoas leigas como este blogueiro preguiçoso**, ela “sabe” arte marcial apenas porque apareceu em um grande programa de TV para inglês ver (sem trocadilhos), mas, para quem pratica artes marciais de verdade, Jesse apenas aprendeu coreografias baseadas em filmes de artes marciais através de seu pai; da mesma maneira que foi como o vídeo do menino de três anos e meio que imita perfeitamente Bruce Lee lutando com um nunchaku  e que também viralizou na internet. O que Jesse Jane faz não tem nada a ver com kenjutsu e artes marciais, sim tem a ver com uma modalidade chamada “Musical Forms” bastante comum nos EUA e na EUROPA, onde esses eventos são promovidos por entidades que abrangem várias escolas de artes marciais diferentes como Karatê (Taekwondo, Hapkido, Tang Soo Do, Sipalki, Kali Silat, Kempo, Sanda, Wing Chun, etc...tudo nos EUA é rotulado com a palavra "Karatê"), Kung Fu, Kickboxing, Full Contact, e sim inclui até mesmo estilos de Finjutsu (alguém aí lembrou em CONFRAM?!). No musical forms o que menos se vê é técnica marcial, de resto é só firula e muita acrobacia estética.


E não é que o cara tem mesmo preguiça em pesquisar?
E é importante explicar – principalmente o publico leigo que não entende patavinas de cultura oriental e artes marciais; que ninguém nasce “faixa preta” da noite para o dia, pois, até para chegar ao título de mestre é necessário treinar por muitos e muitos anos (a menos que compre certificados de faixa preta e funde sua própria entidade para se auto proclamar  grão mestre em tudo); também cabe ressaltar que não há como aprender “várias artes marciais” como o "blogueiro preguiçoso**" saiu escrevendo a rodo sem se informar direito, quanto mais, se tratando de uma criança de nove anos. Pois, se analisarmos as técnicas de espada de Jesse Jane Mcparland, podemos ver que seus movimentos com a espada são totalmente aleatórios e sem objetividade alguma e se ela realmente fosse praticante de Kenjutsu, ela teria a mesma coordenação desta japonesinha aqui:


Quanto aos chutes de perna suspensa de Jessie, podemos constatar que se ela fizesse isso tentando atingir um aparador de chutes, ela sequer atingirá algum com força de impacto, pois, se atingisse é bem possível que ela se machuque mesmo sendo tão jovem; então, compará-la a uma artista marcial é exagero quando mais ela está no nível de uma ginasta olímpica ou bailarina. Mas, não pensem que estamos crucificando a menina e chamando-a de finjutsu, afinal, ela é apenas uma criança fazendo apenas o que ela gosta, neste caso o questionamento de finjutsu deve ser cobrado de seu pai que se sabe lá o que ele praticou para ensinar sua filha o que ela e o publico leigo considera “arte marcial”. 

Jesse como artista marcial está mais para suceder Chloé Bruce do que Rika Usami*. E não pensem que estamos sendo duros e rigorosos com uma garotinha de nove anos, pois, se compararmos as técnicas de Jesse com a pequena Karateka Mahiro* de seis anos, você poderá concluir de que existe uma grande diferença entre técnica marcial e coreografia estética.


Adendos da Taka Nakara:

Felizmente Jessie é apenas uma criança com uma inteligência motora muito boa (quando precoce é uma condição conhecida como "altas habilidades"***), que pega com facilidade os movimentos e chega a até enganar muito bem, porem um olhar mais técnico consegue visualizar as falhas. Se este talento fosse refinado da forma correta****, teríamos quem sabe um ótimo talento nas artes marciais, porem usamos os talentos da forma que bem entendemos. Se percebe que Jessie e seus pais já escolheram como e onde extravasar este dom: em shows de talentos. 
Estes não necessariamente primam por uma técnica apurada, pois nem sempre quem julga entende de arte marcial, portanto somente a plastica já é o suficiente, o que faz passar o que não passaria despercebido por um perito.

Enfim, são escolhas que se fazem... 

Texto: Mestre Shinn Pann Tzeh e Mestra Taka Nakara.



* clique no link para acessar os dados marcados;
** foi uma ironia ao titulo do blog sem finalidade ofensiva ao autor exceto pela critica ao artigo;
*** todas as crianças mostradas nos vídeos e links podem se enquadrar na condição de crianças com as seguintes características: ou precoces, ou talentosas, ou com Altas habilidades/superdotação, no caso são crianças com inteligência motora acima da média (o q os paku tem de menos, bem menos);
**** "correta" no que se diz respeito a artes marciais.


P.S. Taka Nakara: Sendo Jessie Jane, sendo o mini Bruce Lee, ou Mahiro, todas são crianças talentosas com uma coordenação motora exepcional para suas idades, mas não devemos esquecer que são apenas crianças e não se deve esperar delas o que se espera de um adulto. Se é certo ou errado exigir tanto de uma criança? Isto vai depender de cada caso, pois existem crianças que realmente são precoces e despertam dons extraordinários muito cedo (exemplo é Mozart que fez sua primeira sinfonia aos 9 anos), estas realmente fazem prodígios de forma espontânea. Também tem aquelas crianças talentosas que, tendo pais que as usam como válvula de escape para sanar seus recalques e frustrações, são extremamente exigidas a terem responsabilidades que quanto muito são atribuídas a um adulto (ver o caso dos concursos de Littles Misses ou do menino fisiculturista Giuliano Stroe). Por isto deve-se ter muita cautela quanto ao fato de atribuir a crianças muito novas graduações muito altas, ou exigir delas treinos, ou performance, ou desempenho, ou responsabilidade de adulto. Leva-se também em consideração a faze de puberdade as fazes de amadurecimento que todo adolescente passa. No Taekwondo se dá para a criança a faixa Poom, alguns estilos de karate seguem  esquema parecido ao do Taekwondo, outros estilos de karate estipulam uma idade mínima, outros do karate chegam a dar faixa preta provisória e repetem o exame quando a criança atinge a idade mínima, no Brazilian Jiu-jitsu há uma graduação especial para crianças (cinza, amarela, laranja e verde) e idade mínima para adquirir a faixa preta, no Judo tambem há idade mínima para adquirir a faixa preta. No caso de Mahiro não sei qual foi o critério, pois apesar de ser muito habilidosa, ela é uma criança de apenas 7 anos. Isto dá margem para o finjutsu e logo teremos "mestres de tudo" precoces e bebês com faixa preta. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Como um "Grão Mestre em Tudo" enfiou o pé na jaca?

Tudo começou quando recebemos mais uma denuncia sobre os “mestres de tudo”, com o "corrico-lo" "espetacular", etc. Até ai tudo bem, já estamos acostumados a receber estes "corrico-los" "extra ordinários" na pagina "Isto Não É Arte Marcial" do Facebook. A denúncia havia sido divulgada em meados de junho por mestre Shinn no Facebook. Na verdade, não era exatamente uma denuncia do mestre Shinn; mas sim, um questionamento aos títulos de campeão mundial que o rapaz dizia ter e as suas super graduações em diversas artes marciais. Então, como pode um homem de apenas 35 anos se graduar “Grão Mestre” em tantas artes marciais?



Esta denuncia rendeu uma série de outras denuncias que foram feitas não por nos do INAM, mas pelos que seguem a página. Nesta situação não podemos responder pelo que é comentado na pagina por terceiros, podemos apenas moderar. Nossa responsabilidade é somente conter os ânimos dos mais exaltados que com razão, sentem-se profundamente ofendidos com a explicita "cara de pau" de quem se autodenomina “Grão Mestre” sem o reconhecimento dos verdadeiros meios oficiais.
E não demorou muito para os próprios denunciados aparecerem e logo se manifestar. Agindo como se fossem vítimas alegaram o que todos os Finjuteiros alegam quando são desmascarados, os mesmos acusaram o INAM de calúnia, difamação, perseguição, discurso de ódio, desinformação, etc... O que foi respondido sabiamente por um dos moderadores do INAM.
Não há sequer um argumento válido diante de tantos fatos de falsidade Ideológica, inclusive de entidades com sites de “Instituições Internacionais” criados para legitimar certificados literalmente falsos contendo erros grosseiros de edição de imagem além de erros gramaticais escancarados. Até mesmo nome fictício de mestre Japonês (Kansho Takayama Nakamura) criaram.

Acharam que ninguém iria investigar isso?

A palavra "すね会館に行く", é uma frase sem sentido ****



Apesar de todo o furdunço que deu, não bastasse a chuva de críticas que o "Grão Mestre em tudo" recebeu, além da vergonha que passou, mesmo assim, ele não parou com sua desonestidade. Em meados de setembro ele recebe de outro "Grão Mestre" em “Brasilian Jiu-jitsu” (Sim! Está com “S” mesmo! E este mestre não figura no Hall de grandes mestres de nenhuma instituição séria de BJJ) nada mais e nada a menos do que o título de 10º Grau de "Brasilan Jiu-jitsu"! Uma afronta à comunidade do Brazilian Jiu-jitsu que somente outorga este título de 10º Grau aos grandes mestres: Hélio Gracie, Carlos Gracie, Jorge Gracie, Gastão Gracie e Oswaldo Gracie (Oswaldo Fadda é considerado 10ºGrau pela CBJJE). Quanto muito inclui grandes lendas como Mansur, Higino, Paquetá, Osvaldo Alves, que chegaram somente após muitas décadas (uns 50 anos de prática), ao título de 9º Grau. Nem mesmo alguns herdeiros do nome Gracie atingiram o título de 10º Grau; como Robson Gracie, Reyson Gracie, Carlson Gracie que são 9º Grau.


O título de mestre 10º Grau somente é dado aos grandes mestres por mérito "IN MEMORIAM" e segundo a própria Federação de Jiu-jitsu do Estado do Rio de Janeiro e a CBJJ é "INATINGÍVEL".

Print feito do site do FJJRio (http://www.fjjrio.com.br/faixaVermelha10Graus.aspx) em 11/2015.
Atualmente o layout é outro, mas os nomes dos 10º graus continuam os mesmos.



Uma das pessoas que segue nossa página no facebook denunciou mais uma destas patacoadas do "Grão Mestre de Tudo" nas postagens abertas dos leitores da página. Portanto, a iniciativa não foi tomada pelos moderadores do INAM. E esta denuncia chegou até a comunidade do Jiu-jitsu que não perdoa deslizes de algum finjusu qualquer que seja. Ainda mais, quando o finjutsu tenta se igualar aos seus maiores ícones internacionais, aos mestres que passaram a vida toda se dedicando a sua arte-marcial e que literalmente deram o seu sangue e suor para obtê-la.



A postagem rendeu 175 compartilhamentos, 73 curtidas e 83 comentários**. Tanto que chegou ao conhecimento internacional e escandalizou toda a comunidade do BJJ; fato que mereceu até mesmo manifestações dos membros da família Gracie*! Foi tudo muito rápido, tão rápido que mesmo que fosse moderada não diminuiria a repercussão. Nem tem como moderar porque a "cara de pau" foi tão grande que a denuncia seria feita independente da página INAM existir.



Resultado? O resultado não pertence mais a nós, pois a comunidade do Jiu-jitsu assumiu a causa e esta disposta a desmascarar qualquer que seja o oportunista que surgir. Ninguém mandou querer se meter de bom malandro com uma comunidade tão rigorosa como a do Jiu-jitsu.
Os jiujiteiros não deixam barato... Tanto que num simples estalar de dedos dão um jeito de desmascarar e acabar com qualquer mestre de finjutsu que surgir – vide os recentes casos de Ruben Alvarez e o faixa marrom Mike Palladino que desmascarou Jay Queiroz, ambos nos EUA. Os finjutsus podem espernear à vontade e acusar a pagina do INAM pelo crime que bem entenderem, mas nada muda o fato de ter agido de pura "má fé" de ter se auto graduado em tantas outras modalidades de arte marcial e de ter criado até mesmo páginas de Instituições Internacionais falsas para legitimar diplomas igualmente falsos, e também inventar "mestres orientais***" que nunca existiram.





Teremos a comunidade do verdadeiro BJJ em peso para nos apoiar. Não somente do BJJ, mas todas as outras artes-marciais da qual o "Grão Mestre de tudo" ousar se auto intitular "Grão Mestre".

Texto e argumento: Taka Nakara
Revisão e notas: Mestre Shinn

** Estes números são de 29 Out. 2015;
*** Quem é o mestre "Kansho Takayama Nakamura"? Não existe de um nome ser escrito com dois sobrenomes, "Takayama" é sobrenome, "Nakamura" também é sobrenome (este cara é filho de dois homens?). Na antroponímia japonesa é sempre formada por um prenome e um sobrenome, nome próprio e nome da família do genitor. Nunca vai se achar um japonês com este nome;
**** A frase em escrita em japonês no site da Shingokan não tem um significado muito lógico: "すね会館に行く"- "su ne kaikan iku" - "su ne ir no salão". Esta frase não tem sentido nenhum.

O responsável por este site seria um tal de Shihan Wilson Santos









 



P.S.: O mais engraçado é que o mesmo que deu o 10ºGrau de BJJ para o "mestre de tudo", logo após todo o fuduncio, arregou e desgraduou o mestre "em como dado". Agora ele vai ser 9ºGrau de certo, o que continua sendo um absurdo, vai esperar morrer para ser 10ºGrau. Vejam o foto abaixo:

Reparem no "Brasilian" escrito com "s"
e no "jiu-jitusu Interistilus"
 


























 



Também tomamos conhecimento de um vídeo de março de 2011 postado pelo próprio "mestre de tudo" a onde ele se encontra com a Faixa-branca 4 graus. Em menos de 5 anos ele se tornou 10ºGrau faixa-vermelha de BJJ. 



domingo, 12 de julho de 2015

Paku-asnos, Katanas, Sabres, Espadas e baboseira Milenar Pakuana

Ultimamente quase não consigo focar no assunto, sem evitar comentar, mas, aquele texto sobre a mais recente denuncia contra os pakuanos, sinceramente causou bastante comoção e solidariedade da comunidade marcial, a qual se sentiu indignada com a malandragem milenar pakuana com a garota do Rio de Janeiro, a moça que pagou gato por lebre e com isso ficou apenas no prejuízo financeiro junto com seus familiares.

Tentei de qualquer forma procurar contato com esta moça, pedindo que ao menos tivesse o seu direito de comentar o caso; mas é lógico que ser enganado por charlatões faz nos sentir pequenos e frágeis, afinal, ninguém gosta de ser chamado de “otário” nas entrelinhas; também não havia como saber se a garota ainda não percebeu totalmente a tamanha roubada em que ela mesma se enfiou; ainda que levam anos para finalmente entender o que aconteceu com ela, pois, os pakuanos sabem muito bem manipular e passar a falsa ideia de que são pessoas “de bem” e que jamais atreveriam em extorquir uma pessoa “tratada tão bem” por eles mesmos.

Seria muito bom também que outras pessoas enganadas pelos pakuanos deixassem a vergonha de lado e nos compartilhassem seus dissabores com o Pakua Hermano; mas, pelo que parece, algumas pessoas alegam falta de confiança devido o nosso anonimato... É importante que essas pessoas entendam que elas também manterão seus nomes anônimos, porém, o nosso anonimato nem se discute devido às denuncias contra os Mestres de Finjutsu que sempre adoram mandar uma ameaça ou uma série de ofensas pessoais - ora, se estivessem fazendo a coisa certa, não estariam aqui, não é mesmo?!

E por outro lado, é importante que com Pakuano a coisa é mais suspeita, já que, pakuanos adoram agir na surdina. Quem rastreia telefone e liga dizendo-se advogado com o intuito de silenciar seus críticos, já diz algo para que não duvidem do que essa gente é capaz de fazer para encobrir uma fraude...

Sobre o uso do termo “Paku-asno”, este saiu sem querer, mas ganhou asas... Toda a vez que me refiro a alguém como Paku-asno, refiro-me a esses “Mestres” de araque, que sabem de todo o esquema e ficam inventando pseudo-história para iludir seus patinhos... Soube que ex-praticantes se sentem ofendidos com o termo "paku-asno", mas garanto-lhes que não se incomodem com isso; para nós, vocês são apenas os “patinhos” (vítimas) nunca Paku-asnos... estes sim merecem serem expostos e xingados...

E falando em Paku-asno, a matéria principal é uma explicação didática sobre a mais atual verborragia milenar pakuana, onde os próprios saíram doutrinando para seus patinhos acreditarem, achando-se entendidos sobre espadas, alegando que Katanas, Jinguns (a “katana” da Coreia) e Miao Dao (versão chinesa da Odachi/Ssangsoodo) são considerados “sabres” e não espadas.

            Dando sequencia ao tema, pedi que o Jovem Jean Muksen que é estudioso sobre espadas, nos esclarecesse um pouco mais sobre o que é um sabre e o que é uma espada, e se você tem algum amigo pakuano que veio tentar lhe convencer que isso está certo, então esta é a sua oportunidade de revidar toda essa falácia. Agradeço desde já o tempo cedido do Jean sobre sua contribuição.

Katanas, Sabres, Espadas e a baboseira Milenar Pakuana

 - por Jean Muksen


Recentemente, a suposta escola de arte marcial “Pakua” passou a divulgar a desinformação de que “sabres não são espadas” e mesmo que as “katanás são sabres”. Acredito que a primeira afirmação possa ter surgido inocentemente devido a diferenciação de categorias da esgrima olímpica moderna, onde sabre e espada são considerados armas de categorias diferentes, contudo, o moderno sabre de esgrima tem pouca semelhança com os sabres históricos, e até ontem.
Sabre longo, médio e curto, blá, blá, blá...

A segunda, de que a espada japonesa mais conhecida, a kataná, é um sabre, parece ser embasada apenas na ignorância. As armas japonesas possuem seus próprios nomes, classificação, anatomia e tipologia, que não se resumem à “kataná”. Fontes defasadas (por exemplo, textos de colecionadores europeus da virada do século 19) e, com muito menos frequência, algumas fontes modernas ocasionais (por exemplo, artigos escritos por autores ocidentais ao introduzir o tema para um público leigo) às vezes se referem à kataná ou tachi como "um tipo de sabre japonês”, mas isto acontecia unicamente a fim de fundamentar a comparação em referências presumivelmente familiares ao público-alvo que nunca havia tido contato com armas orientais; no entanto, é um uso muito amplo e desleixado do termo. Atualmente, todas as fontes ocidentais sérias preferem o termo “sword”/”espada” como genérico para se referir à armas brancas longas japonesas².



Kyu Guntô, a "gambiarra" japonesa.
A coisa mais parecida com "sabre" japonês são as Kyu Guntō, usadas pelas forças armadas japonesas durante o fim do século 19, no período Meiji , quando o Japão começou a adaptar vestimentas ocidentais , forma de governo, armamento, etc, e ainda assim estas armas são uma mistura bizarra de sabre militar com kataná! Quanto à afirmação de que “sabres não são espadas”, é preciso antes entender o que é um sabre: Um sabre é um tipo de espada. Especificamente, é uma espada EUROPÉIA, de gume único¹, criada exclusivamente para uso com uma só mão, curva, muitas vezes (mas nem sempre) utilizada pela cavalaria, que na maior parte das vezes tem algum tipo de guarda enclausurada ou quillons (há exceções sem guarda alguma) muitas vezes pendurada no cinto (alguns modelos são presos à sela). Na maior parte refere-se a espadas fabricadas a partir do século 17 e ao longo dos século, XVIII XIX e XX. É um objeto que teve origem no Leste Europeu, assim como o nome que lhe é atribuído; A palavra inglesa “sabre” deriva do termo idêntico francês, que se assemelha ao “szablya” húngaro, ao szabla polonês, e ao russo сабля (sablya). O mais provável é que tenha surgido, originalmente, do turco “selebe”, contaminado pelo verbo Húngaro “szab”, literalmente, “cortar”.

Armas similares a sabres curvas têm sido utilizados na Europa desde o período medieval (Backsword, Falchion e Messer, por exemplo), mas não são “sabres”, pois o que conhecemos como “sabre” propriamente dito (assim como a própria palavra “sabre”), data do século 17, através de influência da espada curva “szabla” do Leste Europeu. O szabla, ou sabre polonês, surge como uma arma de cavalaria, possivelmente inspirado pelo armamento húngaro ou Turco-Mongol. Embora concebido como uma arma de cavalaria, ele também veio para substituir vários tipos de espadas retas lâminas usadas pela infantaria, como ocorreu com o sabre suíço, que se originou como uma espada reta com um gume único no início do século 16, mas no século seguinte começa a apresentar tipos guarda especializados e lâmina curvada. Em suma: afirmar que um sabre não é uma espada é o mesmo que dizer que uma “rapier” não é uma espada, uma “francisca” não é um machado, uma “claymore” não é uma espada e, hiperbolicamente, “uma Ferrari não é um carro, é uma Ferrari”.

modelos sabre U.S. 1913 (Patton) e sabre de cavalaria
U.S. 1872 (muito diferentes de uma Nihonto)
1: Contudo, existem diversas variantes de sabres, e as características mais icônicas, como lâmina curva, não são “universais”, um exemplo é o modelo 1913 da cavalaria do exército dos EUA; possuía punho grande, guarda em forma de cesta e uma lâmina reta, de dois gumes, era uma arma projetada para uso por cavalaria pesada. Ficou conhecido como o sabre "Patton", devido a seu criador, o Tenente (mais tarde Geral) George S. Patton, que pode ter sido influenciado pelos modelos de sabre da cavalaria britânica.

2: Observe-se que nenhum autor que tenha escrito sobre espadas japonesas utiliza o termo da língua inglesa “saber”, mas “sword” , que é mais adequado e genérico.
Foto Update: após um ano desta matéria os leigos 
marciais do Pa Kua insistem na arte de falar merda.


 Fontes: The Connoisseur's Book of Japanese SWORDS – Kokan Nagayama Katana.
The Samurai SWORD - Stephen Turnbull.
The Yasukuni SWORD: Rare Weapons of Japan - Tom Kishida .
A Glossary of the Construction, Decoration, and Use of Arms and Armor in All Countries and in All Times - George Cameron Stone.
The Genealogy of the Miochin Family: Armourers, SWORD- smiths and Artists in Iron, Twelfth to the Eighteenth Century – Gilbertson.
The Secret History of the Sword: Adventures in Ancient Martial Arts. 1999 – Christoph Amberger J.
 The Book of the Sword: A History of Daggers, Sabers, and Scimitars from Ancient Times to the Modern Day - Richard Francis Burton.
The Illustrated Encyclopedia of Swords and Sabers: An authorative history and visual directory of edged weapons from around the world, shown in over 800 stunning colour photographs - Harvey J. S. Withers.
The origin of the European word for sabre - Marek Stachowski

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O Hapkido da serpente que mordeu a própria cauda.

De tempos em tempos recebemos algumas denuncias sobre algum mestre de Hapkido, que tenta reinventar a roda com alguns golpes bastante surreais e pouca habilidade técnica. Mas, o caso aqui expõe uma série de contradições, que certamente você leitor tirará por si mesmo suas próprias conclusões. Portanto me nego a acusar este senhor de ser um charlatão, até porque não consegui obter mais dados sobre o tal “estilo” que ele afirma em seu blog. Mas de certa forma sou obrigado a levantar a bandeira da dúvida e deixar o sinal amarelo de alerta para quem quiser iniciar treinos de Hapkido no norte da ilha de Florianópolis.
O nome do estilo não tem nada
a ver com o escrito em coreano

Santa Catarina tem instrutores competentes de Hapkido atuando, mas pelo o que parece na área norte da ilha, o estilo não está sendo muito divulgado por lá, então fica a dica para quem está procurando algum local para ensinar a modalidade na ilha, DESDE QUE esteja devidamente filiado e associado a uma entidade oficial coreana.

Mas vamos comentar sobre este estilo de Hapkido Tocsan Baem.

o Tocsan Baem é considerado um dos mais eficientes e filosóficos estilos de arte marcial coreana Hapkido ”.

Pausa para comentar; conheço um pouco sobre o Hapkido e sei quais as principais entidades oficiais reconhecidas internacionalmente, só na Coreia há quatro entidades importantes como:


  •     Korea Hapkido Federation – fundado pelo Grão Mestre Ji Han Jae;
  •    International Hapkido(Hankido) Federation – fundada pelo “Kuksanim” Grão Mestre Myung Jae Nam;
  •    World Kido Federation e Hanminjok Hapkido Association – ambas fundadas pelo Grão Mestre In Sun Seo.
Vídeo de demonstração é de
Taekwon-Do ITF não Hapkido

Se for considerado “um dos mais eficientes e filosóficos estilos”, por que será que não se ouviu falar neste estilo? Alias que estilo é esse? O que significa “Tocsanbaem”? Esta explicação, irei apresentar logo depois, mas por enquanto, seguimos:

Combina técnicas do estilo tradicional I.H.F. com técnicas militares Norte-Coreanas, utilizando movimentos inspirado na Serpente (Baem)”.

Uma coisa interessante é que o site apresenta uma “demonstração” do suposto Hapkido Norte Coreano, só que em NADA se parece com o Hapkido senão uma apresentação do exército Norte Coreano utilizando técnicas de Taekwon-Do ITF, que é praticamente a arte marcial praticada por lá, principalmente quando o General Choi Hong Hi (fundador do Taekwon-Do) passou a morar no lado comunista.

Há também um trecho sobre a “invisibilidade ninja” que nem vale muito a pena mencionar além do fato do cara colocar imagens de personagens como a Coreana Pucca e até as Tartarugas Ninjas naquela imagem famosa dos anos 1990. – Lembrando que é considerado crime de alienação utilizar imagens infantis para promoção. O Pa-kua Hermano vem fazendo isso enquanto nós denunciamos o uso abusivo de imagem.


          Sobre o Mestre Luciano Cunha... 

          Neste caso há algumas controvérsias bastante comprometedoras...

Começando que ele é presidente da "International Tocsan Baem Association",  ou seja: ele é o próprio autor do estilo que segundo ele mesmo narra é “um dos mais eficientes e filosóficos estilos” de Hapkido. E isso logo de cara soa como propaganda enganosa.


Luciano Cunha é Faixa preta 7° Dan em Hapkido, também diz que é Faixa preta 2°Dan em “Taekwondo-Kukkiwon”, Kukkiwon é apenas a sede oficial do Taekwondo na Coreia do Sul, não é um estilo, seria correto se ele mencionasse uma entre as nove Kwans: Chung Do Kwan, Jido Kwan, Chang Moo Kwan, Han Moo Kwan, Jung Do Kwan, Song Moo Kwan, Kang Duk Won e a Oh Do Kwan, se ele não sabe, menos pior pois hoje em dia os Taekwondistas estão buscando a identidade de cada estilo. Pelo visto quis impressionar.


Diz que é Arbitro Internacional 1ª Classe. Vejam só: quem está afirmando não sou eu e sim o Sr. Mestre Luciano Cunha 7° Dan de Hapkido Tocsan baem e segundo Dan em Taekwondo-Kukkiwon que ele é Arbitro Internacional Primeira Classe:

Vamos consultar as regras oficiais da The World Taekwondo Federation (Kukkiwon) e confirmar mais uma contradição encontrada, diz assim:

4.1.1. Holder of Kukkiwon/WTF certificate of 4th Dan or higher, however, 2nd Dan holder may attend the Seminar on recommendation of the president of the newly affiliated National Association or of the National Association undergoing Taekwondo development 

O detentor do certificado Kukkiwon / WTF de Dan ou superior, no entanto, o titular do 2° Dan pode participar do Seminário sobre a recomendação do presidente da Associação Nacional recém-filiado ou da Associação Nacional de Taekwondo em fase de desenvolvimento.

“8.2.1. Requirements for promotion to S class - Passage of 10 years or more after promotion to the 1st class - Minimum 10 times International Referee credit after promotion to the 1st class: International Referee credit means refereeing or working as Review Jury at official competitions of the WTF or participation in International Referee Refresher Course conducted by the WTF.” 

Requisitos para a promoção à classe S - Passagem de 10 anos ou mais após a promoção para a primeira classe - Mínimo de 10 vezes de crédito Internacional Árbitro após a promoção para a primeira classe: crédito Árbitro Internacional significa arbitragem ou trabalhando como avaliação do Júri em competições oficiais da WTF ou participação em Árbitro Internacional Curso de Atualização realizada pela WTF .

Fonte: Regras da WTF em PDF clicando aqui

Trocando em miúdos: como 2°Dan ele pode participar em arbitragem, mas para adquirir a primeira classe ele deve pelo menos ter o 4°Dan e mais 10 anos em experiencia com arbiltragem internacional. Temos alguém mentindo aí?

Olha só que bonitinho... adoro as
 Teenage Mutant Ninja Turtles
Embaixador da Korean Martial Arts Alliance. Exceto pelo “United” que encontrei na internet não foi encontrado nenhum dado sobre esta entidade e mesmo assim não encontrei o nome do Sr. Mestre Luciano Cunha, mas isto pode ser ignorado. 

Agora o que realmente não dá para ignorar mesmo é o nome da modalidade, isso sim é a maior contradição de todas já vista neste estilo, POIS, O NOME 목차산뱀 NADA TEM A VER COM O TITULO ESCRITO EM COREANO! E eu coloco tudo isso em letras grandes para dizer o quão ridículo é ainda mais, vindo de uma pessoa que afirma ensinar “um dos mais eficientes e filosóficos estilos” de Hapkido.

O cara literalmente NÃO SABE COMO A ARTE DELE SE CHAMA EM COREANO! É impressionante o quão contraditório é. Então vamos desvendar esse “mistério” e traduzir o que está escrito no emblema QUE O PRÓPRIO PUBLICA E NÃO SABE PRONUNCIAR!

Ele escreve: “Tocsan Baem” 

Está escrito: 목차산뱀 – Mok Cha San Pem.



         E “pem” quer dizer cobra, há quem vá dizer, “hey Shinn, mas a escrita também sugere ‘bem’!” 

       Sim! Mas, há uma regra coreana de dupla sonoridade bastante confusa para nós ocidentais, em que o coreano altera o som das consoantes de B para P, D para T e G para K; por isso que há algumas terminações coreanas que alteram até na escrita na transcrição como originalmente o coreano escreve “Gum Do”, mas pronuncia “Kum Do”, escreve “Gi Chum” e pronuncia “Ki Chum” escreve “Bem” mas pronuncia “Pem” é uma regrinha bastante confusa que algumas pessoas acham que uma palavra difere da outra, quanto na verdade são as mesmas. Quem estuda coreano pode ajudar aqui nos comentários.

Mas voltando ao assunto, a impressão que dá na gente, é que o cara procurou algum coreano, e pediu que este escrevesse nome da escola dele em Hangul (escrita coreana), só que na hora de descobrir como se pronuncia, o coreano disse a ele e o cara anotou tudo errado e daí saiu sapoha toda!

Sério, sem brincadeira! O cara não sabe o nome da própria arte marcial que ele mesmo criou! Chega a ser patético para não dizer trágico!

Então, se você mora na região da praia dos Ingleses, ao norte da Ilha de Florianópolis, fica o aviso. Sempre pesquise o instrutor que está te oferecendo uma modalidade antes de se matricular, pois, vai que nem mesmo ele faça ideia do que o próprio está falando; aqui ficou evidente que o mesmo tropeçou feio em tudo o que ele mesmo publicou no site. É assim que se descobre um professor de finjutsu; pesquisando!

            E pensar que só os pakuanos faziam as coisas sem saber o estão fazendo.

Parece patético, mas é a pura verdade! E como viram, em momento algum acusei-o de ser um charlatão, foi o próprio que acusou o golpe. 

Conclusão: