segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Por que Jesse-Jane Mcparland não é uma artista marcial?

         Em 2015 foi divulgado pelo Facebook um vídeo de uma menina irlandesa que participou de um programa chamado "British Got Talent" da produtora ITV Media onde a pequena Jesse Jane Mcparland de nove anos executa técnicas com uma Katana sem fio (lembrando que Katana é espada e não um sabre ok, Pa-Kua Hermano*?). Apesar da aparência meiga de uma menininha com traços delicados como o de uma bonequinha, o publico e os jurados foram ao delírio depois de assistirem sua apresentação de técnicas com a espada e chutes. Nada mais justo, a apresentação é legal, a menina tem habilidades, coordenação motora e o principal de tudo: ela tem talento.


O vídeo de sua apresentação de estreia viralizou, correu o mundo inteiro pelas redes sociais entre a grande maioria do publico leigo, a mídia local vendeu a imagem de Jesse Jane como uma artista marcial, uma "Karate Kid" da vida real; o sucesso catapultado pelo programa deu-lhe o apelido de “JJ Golden Dragon*” (em português: Jesse-jane Dragão Dourado).

Mas, cá entre nós praticantes de artes marciais, Jessie Jane Mcparland seria mesmo uma artista marcial de verdade?

A resposta é: Não! Jesse Jane Mcparland não é artista marcial e ponto final.

Por mais cruel que se diga – afinal, se trata de uma criança de nove anos que encantou adultos com seus gritos, saltos e cambalhotas num programa de alta repercussão desde o fenômeno Susan Boyle; não há sequer alguma informação sobre onde foi e com quem Jesse Jane Mcparland treinou artes marciais desde os três anos de idade e quais são os estilos de artes marciais que ela teria supostamente praticado. Poderíamos até afirmar que foi seu pai quem a treinou, entretanto, temos muitas duvidas, já que também não foi encontrado nenhuma informação sobre quais estilos que o pai teria ensinado a ela.


Para pessoas leigas como este blogueiro preguiçoso**, ela “sabe” arte marcial apenas porque apareceu em um grande programa de TV para inglês ver (sem trocadilhos), mas, para quem pratica artes marciais de verdade, Jesse apenas aprendeu coreografias baseadas em filmes de artes marciais através de seu pai; da mesma maneira que foi como o vídeo do menino de três anos e meio que imita perfeitamente Bruce Lee lutando com um nunchaku  e que também viralizou na internet. O que Jesse Jane faz não tem nada a ver com kenjutsu e artes marciais, sim tem a ver com uma modalidade chamada “Musical Forms” bastante comum nos EUA e na EUROPA, onde esses eventos são promovidos por entidades que abrangem várias escolas de artes marciais diferentes como Karatê (Taekwondo, Hapkido, Tang Soo Do, Sipalki, Kali Silat, Kempo, Sanda, Wing Chun, etc...tudo nos EUA é rotulado com a palavra "Karatê"), Kung Fu, Kickboxing, Full Contact, e sim inclui até mesmo estilos de Finjutsu (alguém aí lembrou em CONFRAM?!). No musical forms o que menos se vê é técnica marcial, de resto é só firula e muita acrobacia estética.


E não é que o cara tem mesmo preguiça em pesquisar?
E é importante explicar – principalmente o publico leigo que não entende patavinas de cultura oriental e artes marciais; que ninguém nasce “faixa preta” da noite para o dia, pois, até para chegar ao título de mestre é necessário treinar por muitos e muitos anos (a menos que compre certificados de faixa preta e funde sua própria entidade para se auto proclamar  grão mestre em tudo); também cabe ressaltar que não há como aprender “várias artes marciais” como o "blogueiro preguiçoso**" saiu escrevendo a rodo sem se informar direito, quanto mais, se tratando de uma criança de nove anos. Pois, se analisarmos as técnicas de espada de Jesse Jane Mcparland, podemos ver que seus movimentos com a espada são totalmente aleatórios e sem objetividade alguma e se ela realmente fosse praticante de Kenjutsu, ela teria a mesma coordenação desta japonesinha aqui:


Quanto aos chutes de perna suspensa de Jessie, podemos constatar que se ela fizesse isso tentando atingir um aparador de chutes, ela sequer atingirá algum com força de impacto, pois, se atingisse é bem possível que ela se machuque mesmo sendo tão jovem; então, compará-la a uma artista marcial é exagero quando mais ela está no nível de uma ginasta olímpica ou bailarina. Mas, não pensem que estamos crucificando a menina e chamando-a de finjutsu, afinal, ela é apenas uma criança fazendo apenas o que ela gosta, neste caso o questionamento de finjutsu deve ser cobrado de seu pai que se sabe lá o que ele praticou para ensinar sua filha o que ela e o publico leigo considera “arte marcial”. 

Jesse como artista marcial está mais para suceder Chloé Bruce do que Rika Usami*. E não pensem que estamos sendo duros e rigorosos com uma garotinha de nove anos, pois, se compararmos as técnicas de Jesse com a pequena Karateka Mahiro* de seis anos, você poderá concluir de que existe uma grande diferença entre técnica marcial e coreografia estética.


Adendos da Taka Nakara:

Felizmente Jessie é apenas uma criança com uma inteligência motora muito boa (quando precoce é uma condição conhecida como "altas habilidades"***), que pega com facilidade os movimentos e chega a até enganar muito bem, porem um olhar mais técnico consegue visualizar as falhas. Se este talento fosse refinado da forma correta****, teríamos quem sabe um ótimo talento nas artes marciais, porem usamos os talentos da forma que bem entendemos. Se percebe que Jessie e seus pais já escolheram como e onde extravasar este dom: em shows de talentos. 
Estes não necessariamente primam por uma técnica apurada, pois nem sempre quem julga entende de arte marcial, portanto somente a plastica já é o suficiente, o que faz passar o que não passaria despercebido por um perito.

Enfim, são escolhas que se fazem... 

Texto: Mestre Shinn Pann Tzeh e Mestra Taka Nakara.



* clique no link para acessar os dados marcados;
** foi uma ironia ao titulo do blog sem finalidade ofensiva ao autor exceto pela critica ao artigo;
*** todas as crianças mostradas nos vídeos e links podem se enquadrar na condição de crianças com as seguintes características: ou precoces, ou talentosas, ou com Altas habilidades/superdotação, no caso são crianças com inteligência motora acima da média (o q os paku tem de menos, bem menos);
**** "correta" no que se diz respeito a artes marciais.


P.S. Taka Nakara: Sendo Jessie Jane, sendo o mini Bruce Lee, ou Mahiro, todas são crianças talentosas com uma coordenação motora exepcional para suas idades, mas não devemos esquecer que são apenas crianças e não se deve esperar delas o que se espera de um adulto. Se é certo ou errado exigir tanto de uma criança? Isto vai depender de cada caso, pois existem crianças que realmente são precoces e despertam dons extraordinários muito cedo (exemplo é Mozart que fez sua primeira sinfonia aos 9 anos), estas realmente fazem prodígios de forma espontânea. Também tem aquelas crianças talentosas que, tendo pais que as usam como válvula de escape para sanar seus recalques e frustrações, são extremamente exigidas a terem responsabilidades que quanto muito são atribuídas a um adulto (ver o caso dos concursos de Littles Misses ou do menino fisiculturista Giuliano Stroe). Por isto deve-se ter muita cautela quanto ao fato de atribuir a crianças muito novas graduações muito altas, ou exigir delas treinos, ou performance, ou desempenho, ou responsabilidade de adulto. Leva-se também em consideração a faze de puberdade as fazes de amadurecimento que todo adolescente passa. No Taekwondo se dá para a criança a faixa Poom, alguns estilos de karate seguem  esquema parecido ao do Taekwondo, outros estilos de karate estipulam uma idade mínima, outros do karate chegam a dar faixa preta provisória e repetem o exame quando a criança atinge a idade mínima, no Brazilian Jiu-jitsu há uma graduação especial para crianças (cinza, amarela, laranja e verde) e idade mínima para adquirir a faixa preta, no Judo tambem há idade mínima para adquirir a faixa preta. No caso de Mahiro não sei qual foi o critério, pois apesar de ser muito habilidosa, ela é uma criança de apenas 7 anos. Isto dá margem para o finjutsu e logo teremos "mestres de tudo" precoces e bebês com faixa preta. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Como um "Grão Mestre em Tudo" enfiou o pé na jaca?

Tudo começou quando recebemos mais uma denuncia sobre os “mestres de tudo”, com o "corrico-lo" "espetacular", etc. Até ai tudo bem, já estamos acostumados a receber estes "corrico-los" "extra ordinários" na pagina "Isto Não É Arte Marcial" do Facebook. A denúncia havia sido divulgada em meados de junho por mestre Shinn no Facebook. Na verdade, não era exatamente uma denuncia do mestre Shinn; mas sim, um questionamento aos títulos de campeão mundial que o rapaz dizia ter e as suas super graduações em diversas artes marciais. Então, como pode um homem de apenas 35 anos se graduar “Grão Mestre” em tantas artes marciais?



Esta denuncia rendeu uma série de outras denuncias que foram feitas não por nos do INAM, mas pelos que seguem a página. Nesta situação não podemos responder pelo que é comentado na pagina por terceiros, podemos apenas moderar. Nossa responsabilidade é somente conter os ânimos dos mais exaltados que com razão, sentem-se profundamente ofendidos com a explicita "cara de pau" de quem se autodenomina “Grão Mestre” sem o reconhecimento dos verdadeiros meios oficiais.
E não demorou muito para os próprios denunciados aparecerem e logo se manifestar. Agindo como se fossem vítimas alegaram o que todos os Finjuteiros alegam quando são desmascarados, os mesmos acusaram o INAM de calúnia, difamação, perseguição, discurso de ódio, desinformação, etc... O que foi respondido sabiamente por um dos moderadores do INAM.
Não há sequer um argumento válido diante de tantos fatos de falsidade Ideológica, inclusive de entidades com sites de “Instituições Internacionais” criados para legitimar certificados literalmente falsos contendo erros grosseiros de edição de imagem além de erros gramaticais escancarados. Até mesmo nome fictício de mestre Japonês (Kansho Takayama Nakamura) criaram.

Acharam que ninguém iria investigar isso?

A palavra "すね会館に行く", é uma frase sem sentido ****



Apesar de todo o furdunço que deu, não bastasse a chuva de críticas que o "Grão Mestre em tudo" recebeu, além da vergonha que passou, mesmo assim, ele não parou com sua desonestidade. Em meados de setembro ele recebe de outro "Grão Mestre" em “Brasilian Jiu-jitsu” (Sim! Está com “S” mesmo! E este mestre não figura no Hall de grandes mestres de nenhuma instituição séria de BJJ) nada mais e nada a menos do que o título de 10º Grau de "Brasilan Jiu-jitsu"! Uma afronta à comunidade do Brazilian Jiu-jitsu que somente outorga este título de 10º Grau aos grandes mestres: Hélio Gracie, Carlos Gracie, Jorge Gracie, Gastão Gracie e Oswaldo Gracie (Oswaldo Fadda é considerado 10ºGrau pela CBJJE). Quanto muito inclui grandes lendas como Mansur, Higino, Paquetá, Osvaldo Alves, que chegaram somente após muitas décadas (uns 50 anos de prática), ao título de 9º Grau. Nem mesmo alguns herdeiros do nome Gracie atingiram o título de 10º Grau; como Robson Gracie, Reyson Gracie, Carlson Gracie que são 9º Grau.


O título de mestre 10º Grau somente é dado aos grandes mestres por mérito "IN MEMORIAM" e segundo a própria Federação de Jiu-jitsu do Estado do Rio de Janeiro e a CBJJ é "INATINGÍVEL".

Print feito do site do FJJRio (http://www.fjjrio.com.br/faixaVermelha10Graus.aspx) em 11/2015.
Atualmente o layout é outro, mas os nomes dos 10º graus continuam os mesmos.



Uma das pessoas que segue nossa página no facebook denunciou mais uma destas patacoadas do "Grão Mestre de Tudo" nas postagens abertas dos leitores da página. Portanto, a iniciativa não foi tomada pelos moderadores do INAM. E esta denuncia chegou até a comunidade do Jiu-jitsu que não perdoa deslizes de algum finjusu qualquer que seja. Ainda mais, quando o finjutsu tenta se igualar aos seus maiores ícones internacionais, aos mestres que passaram a vida toda se dedicando a sua arte-marcial e que literalmente deram o seu sangue e suor para obtê-la.



A postagem rendeu 175 compartilhamentos, 73 curtidas e 83 comentários**. Tanto que chegou ao conhecimento internacional e escandalizou toda a comunidade do BJJ; fato que mereceu até mesmo manifestações dos membros da família Gracie*! Foi tudo muito rápido, tão rápido que mesmo que fosse moderada não diminuiria a repercussão. Nem tem como moderar porque a "cara de pau" foi tão grande que a denuncia seria feita independente da página INAM existir.



Resultado? O resultado não pertence mais a nós, pois a comunidade do Jiu-jitsu assumiu a causa e esta disposta a desmascarar qualquer que seja o oportunista que surgir. Ninguém mandou querer se meter de bom malandro com uma comunidade tão rigorosa como a do Jiu-jitsu.
Os jiujiteiros não deixam barato... Tanto que num simples estalar de dedos dão um jeito de desmascarar e acabar com qualquer mestre de finjutsu que surgir – vide os recentes casos de Ruben Alvarez e o faixa marrom Mike Palladino que desmascarou Jay Queiroz, ambos nos EUA. Os finjutsus podem espernear à vontade e acusar a pagina do INAM pelo crime que bem entenderem, mas nada muda o fato de ter agido de pura "má fé" de ter se auto graduado em tantas outras modalidades de arte marcial e de ter criado até mesmo páginas de Instituições Internacionais falsas para legitimar diplomas igualmente falsos, e também inventar "mestres orientais***" que nunca existiram.





Teremos a comunidade do verdadeiro BJJ em peso para nos apoiar. Não somente do BJJ, mas todas as outras artes-marciais da qual o "Grão Mestre de tudo" ousar se auto intitular "Grão Mestre".

Texto e argumento: Taka Nakara
Revisão e notas: Mestre Shinn

** Estes números são de 29 Out. 2015;
*** Quem é o mestre "Kansho Takayama Nakamura"? Não existe de um nome ser escrito com dois sobrenomes, "Takayama" é sobrenome, "Nakamura" também é sobrenome (este cara é filho de dois homens?). Na antroponímia japonesa é sempre formada por um prenome e um sobrenome, nome próprio e nome da família do genitor. Nunca vai se achar um japonês com este nome;
**** A frase em escrita em japonês no site da Shingokan não tem um significado muito lógico: "すね会館に行く"- "su ne kaikan iku" - "su ne ir no salão". Esta frase não tem sentido nenhum.

O responsável por este site seria um tal de Shihan Wilson Santos









 



P.S.: O mais engraçado é que o mesmo que deu o 10ºGrau de BJJ para o "mestre de tudo", logo após todo o fuduncio, arregou e desgraduou o mestre "em como dado". Agora ele vai ser 9ºGrau de certo, o que continua sendo um absurdo, vai esperar morrer para ser 10ºGrau. Vejam o foto abaixo:

Reparem no "Brasilian" escrito com "s"
e no "jiu-jitusu Interistilus"
 


























 



Também tomamos conhecimento de um vídeo de março de 2011 postado pelo próprio "mestre de tudo" a onde ele se encontra com a Faixa-branca 4 graus. Em menos de 5 anos ele se tornou 10ºGrau faixa-vermelha de BJJ. 



domingo, 12 de julho de 2015

Paku-asnos, Katanas, Sabres, Espadas e baboseira Milenar Pakuana

Ultimamente quase não consigo focar no assunto, sem evitar comentar, mas, aquele texto sobre a mais recente denuncia contra os pakuanos, sinceramente causou bastante comoção e solidariedade da comunidade marcial, a qual se sentiu indignada com a malandragem milenar pakuana com a garota do Rio de Janeiro, a moça que pagou gato por lebre e com isso ficou apenas no prejuízo financeiro junto com seus familiares.

Tentei de qualquer forma procurar contato com esta moça, pedindo que ao menos tivesse o seu direito de comentar o caso; mas é lógico que ser enganado por charlatões faz nos sentir pequenos e frágeis, afinal, ninguém gosta de ser chamado de “otário” nas entrelinhas; também não havia como saber se a garota ainda não percebeu totalmente a tamanha roubada em que ela mesma se enfiou; ainda que levam anos para finalmente entender o que aconteceu com ela, pois, os pakuanos sabem muito bem manipular e passar a falsa ideia de que são pessoas “de bem” e que jamais atreveriam em extorquir uma pessoa “tratada tão bem” por eles mesmos.

Seria muito bom também que outras pessoas enganadas pelos pakuanos deixassem a vergonha de lado e nos compartilhassem seus dissabores com o Pakua Hermano; mas, pelo que parece, algumas pessoas alegam falta de confiança devido o nosso anonimato... É importante que essas pessoas entendam que elas também manterão seus nomes anônimos, porém, o nosso anonimato nem se discute devido às denuncias contra os Mestres de Finjutsu que sempre adoram mandar uma ameaça ou uma série de ofensas pessoais - ora, se estivessem fazendo a coisa certa, não estariam aqui, não é mesmo?!

E por outro lado, é importante que com Pakuano a coisa é mais suspeita, já que, pakuanos adoram agir na surdina. Quem rastreia telefone e liga dizendo-se advogado com o intuito de silenciar seus críticos, já diz algo para que não duvidem do que essa gente é capaz de fazer para encobrir uma fraude...

Sobre o uso do termo “Paku-asno”, este saiu sem querer, mas ganhou asas... Toda a vez que me refiro a alguém como Paku-asno, refiro-me a esses “Mestres” de araque, que sabem de todo o esquema e ficam inventando pseudo-história para iludir seus patinhos... Soube que ex-praticantes se sentem ofendidos com o termo "paku-asno", mas garanto-lhes que não se incomodem com isso; para nós, vocês são apenas os “patinhos” (vítimas) nunca Paku-asnos... estes sim merecem serem expostos e xingados...

E falando em Paku-asno, a matéria principal é uma explicação didática sobre a mais atual verborragia milenar pakuana, onde os próprios saíram doutrinando para seus patinhos acreditarem, achando-se entendidos sobre espadas, alegando que Katanas, Jinguns (a “katana” da Coreia) e Miao Dao (versão chinesa da Odachi/Ssangsoodo) são considerados “sabres” e não espadas.

            Dando sequencia ao tema, pedi que o Jovem Jean Muksen que é estudioso sobre espadas, nos esclarecesse um pouco mais sobre o que é um sabre e o que é uma espada, e se você tem algum amigo pakuano que veio tentar lhe convencer que isso está certo, então esta é a sua oportunidade de revidar toda essa falácia. Agradeço desde já o tempo cedido do Jean sobre sua contribuição.

Katanas, Sabres, Espadas e a baboseira Milenar Pakuana

 - por Jean Muksen


Recentemente, a suposta escola de arte marcial “Pakua” passou a divulgar a desinformação de que “sabres não são espadas” e mesmo que as “katanás são sabres”. Acredito que a primeira afirmação possa ter surgido inocentemente devido a diferenciação de categorias da esgrima olímpica moderna, onde sabre e espada são considerados armas de categorias diferentes, contudo, o moderno sabre de esgrima tem pouca semelhança com os sabres históricos, e até ontem.
Sabre longo, médio e curto, blá, blá, blá...

A segunda, de que a espada japonesa mais conhecida, a kataná, é um sabre, parece ser embasada apenas na ignorância. As armas japonesas possuem seus próprios nomes, classificação, anatomia e tipologia, que não se resumem à “kataná”. Fontes defasadas (por exemplo, textos de colecionadores europeus da virada do século 19) e, com muito menos frequência, algumas fontes modernas ocasionais (por exemplo, artigos escritos por autores ocidentais ao introduzir o tema para um público leigo) às vezes se referem à kataná ou tachi como "um tipo de sabre japonês”, mas isto acontecia unicamente a fim de fundamentar a comparação em referências presumivelmente familiares ao público-alvo que nunca havia tido contato com armas orientais; no entanto, é um uso muito amplo e desleixado do termo. Atualmente, todas as fontes ocidentais sérias preferem o termo “sword”/”espada” como genérico para se referir à armas brancas longas japonesas².



Kyu Guntô, a "gambiarra" japonesa.
A coisa mais parecida com "sabre" japonês são as Kyu Guntō, usadas pelas forças armadas japonesas durante o fim do século 19, no período Meiji , quando o Japão começou a adaptar vestimentas ocidentais , forma de governo, armamento, etc, e ainda assim estas armas são uma mistura bizarra de sabre militar com kataná! Quanto à afirmação de que “sabres não são espadas”, é preciso antes entender o que é um sabre: Um sabre é um tipo de espada. Especificamente, é uma espada EUROPÉIA, de gume único¹, criada exclusivamente para uso com uma só mão, curva, muitas vezes (mas nem sempre) utilizada pela cavalaria, que na maior parte das vezes tem algum tipo de guarda enclausurada ou quillons (há exceções sem guarda alguma) muitas vezes pendurada no cinto (alguns modelos são presos à sela). Na maior parte refere-se a espadas fabricadas a partir do século 17 e ao longo dos século, XVIII XIX e XX. É um objeto que teve origem no Leste Europeu, assim como o nome que lhe é atribuído; A palavra inglesa “sabre” deriva do termo idêntico francês, que se assemelha ao “szablya” húngaro, ao szabla polonês, e ao russo сабля (sablya). O mais provável é que tenha surgido, originalmente, do turco “selebe”, contaminado pelo verbo Húngaro “szab”, literalmente, “cortar”.

Armas similares a sabres curvas têm sido utilizados na Europa desde o período medieval (Backsword, Falchion e Messer, por exemplo), mas não são “sabres”, pois o que conhecemos como “sabre” propriamente dito (assim como a própria palavra “sabre”), data do século 17, através de influência da espada curva “szabla” do Leste Europeu. O szabla, ou sabre polonês, surge como uma arma de cavalaria, possivelmente inspirado pelo armamento húngaro ou Turco-Mongol. Embora concebido como uma arma de cavalaria, ele também veio para substituir vários tipos de espadas retas lâminas usadas pela infantaria, como ocorreu com o sabre suíço, que se originou como uma espada reta com um gume único no início do século 16, mas no século seguinte começa a apresentar tipos guarda especializados e lâmina curvada. Em suma: afirmar que um sabre não é uma espada é o mesmo que dizer que uma “rapier” não é uma espada, uma “francisca” não é um machado, uma “claymore” não é uma espada e, hiperbolicamente, “uma Ferrari não é um carro, é uma Ferrari”.

modelos sabre U.S. 1913 (Patton) e sabre de cavalaria
U.S. 1872 (muito diferentes de uma Nihonto)
1: Contudo, existem diversas variantes de sabres, e as características mais icônicas, como lâmina curva, não são “universais”, um exemplo é o modelo 1913 da cavalaria do exército dos EUA; possuía punho grande, guarda em forma de cesta e uma lâmina reta, de dois gumes, era uma arma projetada para uso por cavalaria pesada. Ficou conhecido como o sabre "Patton", devido a seu criador, o Tenente (mais tarde Geral) George S. Patton, que pode ter sido influenciado pelos modelos de sabre da cavalaria britânica.

2: Observe-se que nenhum autor que tenha escrito sobre espadas japonesas utiliza o termo da língua inglesa “saber”, mas “sword” , que é mais adequado e genérico.
Foto Update: após um ano desta matéria os leigos 
marciais do Pa Kua insistem na arte de falar merda.


 Fontes: The Connoisseur's Book of Japanese SWORDS – Kokan Nagayama Katana.
The Samurai SWORD - Stephen Turnbull.
The Yasukuni SWORD: Rare Weapons of Japan - Tom Kishida .
A Glossary of the Construction, Decoration, and Use of Arms and Armor in All Countries and in All Times - George Cameron Stone.
The Genealogy of the Miochin Family: Armourers, SWORD- smiths and Artists in Iron, Twelfth to the Eighteenth Century – Gilbertson.
The Secret History of the Sword: Adventures in Ancient Martial Arts. 1999 – Christoph Amberger J.
 The Book of the Sword: A History of Daggers, Sabers, and Scimitars from Ancient Times to the Modern Day - Richard Francis Burton.
The Illustrated Encyclopedia of Swords and Sabers: An authorative history and visual directory of edged weapons from around the world, shown in over 800 stunning colour photographs - Harvey J. S. Withers.
The origin of the European word for sabre - Marek Stachowski

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O Hapkido da serpente que mordeu a própria cauda.

De tempos em tempos recebemos algumas denuncias sobre algum mestre de Hapkido, que tenta reinventar a roda com alguns golpes bastante surreais e pouca habilidade técnica. Mas, o caso aqui expõe uma série de contradições, que certamente você leitor tirará por si mesmo suas próprias conclusões. Portanto me nego a acusar este senhor de ser um charlatão, até porque não consegui obter mais dados sobre o tal “estilo” que ele afirma em seu blog. Mas de certa forma sou obrigado a levantar a bandeira da dúvida e deixar o sinal amarelo de alerta para quem quiser iniciar treinos de Hapkido no norte da ilha de Florianópolis.
O nome do estilo não tem nada
a ver com o escrito em coreano

Santa Catarina tem instrutores competentes de Hapkido atuando, mas pelo o que parece na área norte da ilha, o estilo não está sendo muito divulgado por lá, então fica a dica para quem está procurando algum local para ensinar a modalidade na ilha, DESDE QUE esteja devidamente filiado e associado a uma entidade oficial coreana.

Mas vamos comentar sobre este estilo de Hapkido Tocsan Baem.

o Tocsan Baem é considerado um dos mais eficientes e filosóficos estilos de arte marcial coreana Hapkido ”.

Pausa para comentar; conheço um pouco sobre o Hapkido e sei quais as principais entidades oficiais reconhecidas internacionalmente, só na Coreia há quatro entidades importantes como:


  •     Korea Hapkido Federation – fundado pelo Grão Mestre Ji Han Jae;
  •    International Hapkido(Hankido) Federation – fundada pelo “Kuksanim” Grão Mestre Myung Jae Nam;
  •    World Kido Federation e Hanminjok Hapkido Association – ambas fundadas pelo Grão Mestre In Sun Seo.
Vídeo de demonstração é de
Taekwon-Do ITF não Hapkido

Se for considerado “um dos mais eficientes e filosóficos estilos”, por que será que não se ouviu falar neste estilo? Alias que estilo é esse? O que significa “Tocsanbaem”? Esta explicação, irei apresentar logo depois, mas por enquanto, seguimos:

Combina técnicas do estilo tradicional I.H.F. com técnicas militares Norte-Coreanas, utilizando movimentos inspirado na Serpente (Baem)”.

Uma coisa interessante é que o site apresenta uma “demonstração” do suposto Hapkido Norte Coreano, só que em NADA se parece com o Hapkido senão uma apresentação do exército Norte Coreano utilizando técnicas de Taekwon-Do ITF, que é praticamente a arte marcial praticada por lá, principalmente quando o General Choi Hong Hi (fundador do Taekwon-Do) passou a morar no lado comunista.

Há também um trecho sobre a “invisibilidade ninja” que nem vale muito a pena mencionar além do fato do cara colocar imagens de personagens como a Coreana Pucca e até as Tartarugas Ninjas naquela imagem famosa dos anos 1990. – Lembrando que é considerado crime de alienação utilizar imagens infantis para promoção. O Pa-kua Hermano vem fazendo isso enquanto nós denunciamos o uso abusivo de imagem.


          Sobre o Mestre Luciano Cunha... 

          Neste caso há algumas controvérsias bastante comprometedoras...

Começando que ele é presidente da "International Tocsan Baem Association",  ou seja: ele é o próprio autor do estilo que segundo ele mesmo narra é “um dos mais eficientes e filosóficos estilos” de Hapkido. E isso logo de cara soa como propaganda enganosa.


Luciano Cunha é Faixa preta 7° Dan em Hapkido, também diz que é Faixa preta 2°Dan em “Taekwondo-Kukkiwon”, Kukkiwon é apenas a sede oficial do Taekwondo na Coreia do Sul, não é um estilo, seria correto se ele mencionasse uma entre as nove Kwans: Chung Do Kwan, Jido Kwan, Chang Moo Kwan, Han Moo Kwan, Jung Do Kwan, Song Moo Kwan, Kang Duk Won e a Oh Do Kwan, se ele não sabe, menos pior pois hoje em dia os Taekwondistas estão buscando a identidade de cada estilo. Pelo visto quis impressionar.


Diz que é Arbitro Internacional 1ª Classe. Vejam só: quem está afirmando não sou eu e sim o Sr. Mestre Luciano Cunha 7° Dan de Hapkido Tocsan baem e segundo Dan em Taekwondo-Kukkiwon que ele é Arbitro Internacional Primeira Classe:

Vamos consultar as regras oficiais da The World Taekwondo Federation (Kukkiwon) e confirmar mais uma contradição encontrada, diz assim:

4.1.1. Holder of Kukkiwon/WTF certificate of 4th Dan or higher, however, 2nd Dan holder may attend the Seminar on recommendation of the president of the newly affiliated National Association or of the National Association undergoing Taekwondo development 

O detentor do certificado Kukkiwon / WTF de Dan ou superior, no entanto, o titular do 2° Dan pode participar do Seminário sobre a recomendação do presidente da Associação Nacional recém-filiado ou da Associação Nacional de Taekwondo em fase de desenvolvimento.

“8.2.1. Requirements for promotion to S class - Passage of 10 years or more after promotion to the 1st class - Minimum 10 times International Referee credit after promotion to the 1st class: International Referee credit means refereeing or working as Review Jury at official competitions of the WTF or participation in International Referee Refresher Course conducted by the WTF.” 

Requisitos para a promoção à classe S - Passagem de 10 anos ou mais após a promoção para a primeira classe - Mínimo de 10 vezes de crédito Internacional Árbitro após a promoção para a primeira classe: crédito Árbitro Internacional significa arbitragem ou trabalhando como avaliação do Júri em competições oficiais da WTF ou participação em Árbitro Internacional Curso de Atualização realizada pela WTF .

Fonte: Regras da WTF em PDF clicando aqui

Trocando em miúdos: como 2°Dan ele pode participar em arbitragem, mas para adquirir a primeira classe ele deve pelo menos ter o 4°Dan e mais 10 anos em experiencia com arbiltragem internacional. Temos alguém mentindo aí?

Olha só que bonitinho... adoro as
 Teenage Mutant Ninja Turtles
Embaixador da Korean Martial Arts Alliance. Exceto pelo “United” que encontrei na internet não foi encontrado nenhum dado sobre esta entidade e mesmo assim não encontrei o nome do Sr. Mestre Luciano Cunha, mas isto pode ser ignorado. 

Agora o que realmente não dá para ignorar mesmo é o nome da modalidade, isso sim é a maior contradição de todas já vista neste estilo, POIS, O NOME 목차산뱀 NADA TEM A VER COM O TITULO ESCRITO EM COREANO! E eu coloco tudo isso em letras grandes para dizer o quão ridículo é ainda mais, vindo de uma pessoa que afirma ensinar “um dos mais eficientes e filosóficos estilos” de Hapkido.

O cara literalmente NÃO SABE COMO A ARTE DELE SE CHAMA EM COREANO! É impressionante o quão contraditório é. Então vamos desvendar esse “mistério” e traduzir o que está escrito no emblema QUE O PRÓPRIO PUBLICA E NÃO SABE PRONUNCIAR!

Ele escreve: “Tocsan Baem” 

Está escrito: 목차산뱀 – Mok Cha San Pem.



         E “pem” quer dizer cobra, há quem vá dizer, “hey Shinn, mas a escrita também sugere ‘bem’!” 

       Sim! Mas, há uma regra coreana de dupla sonoridade bastante confusa para nós ocidentais, em que o coreano altera o som das consoantes de B para P, D para T e G para K; por isso que há algumas terminações coreanas que alteram até na escrita na transcrição como originalmente o coreano escreve “Gum Do”, mas pronuncia “Kum Do”, escreve “Gi Chum” e pronuncia “Ki Chum” escreve “Bem” mas pronuncia “Pem” é uma regrinha bastante confusa que algumas pessoas acham que uma palavra difere da outra, quanto na verdade são as mesmas. Quem estuda coreano pode ajudar aqui nos comentários.

Mas voltando ao assunto, a impressão que dá na gente, é que o cara procurou algum coreano, e pediu que este escrevesse nome da escola dele em Hangul (escrita coreana), só que na hora de descobrir como se pronuncia, o coreano disse a ele e o cara anotou tudo errado e daí saiu sapoha toda!

Sério, sem brincadeira! O cara não sabe o nome da própria arte marcial que ele mesmo criou! Chega a ser patético para não dizer trágico!

Então, se você mora na região da praia dos Ingleses, ao norte da Ilha de Florianópolis, fica o aviso. Sempre pesquise o instrutor que está te oferecendo uma modalidade antes de se matricular, pois, vai que nem mesmo ele faça ideia do que o próprio está falando; aqui ficou evidente que o mesmo tropeçou feio em tudo o que ele mesmo publicou no site. É assim que se descobre um professor de finjutsu; pesquisando!

            E pensar que só os pakuanos faziam as coisas sem saber o estão fazendo.

Parece patético, mas é a pura verdade! E como viram, em momento algum acusei-o de ser um charlatão, foi o próprio que acusou o golpe. 

Conclusão:

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Novo golpe milenar pakuano lesa aluna e sua família - Novidade?

Venda de graduação é pouco
para esses canalhas...
Sempre que tiver algum amigo que insista em querer provar a você que a Liga Internacional de Pa-kua (e suas variações), é uma arte marcial onde só tem “gente boa” e “confiável”, recomende a ele que leia este texto e os demais textos publicados aqui no blog; e se mesmo assim ele continuar a acreditar que “o mestre dele alega que isso tudo é uma calúnia maldosa contra eles”, tenha apenas a certeza que a lavagem cerebral pakuana foi bem sucedida!
Não faça mais nada, apenas espere do fundo de sua alma que esse cidadão tenha o mesmo azar que a pessoa citada – mesmo que não queira, afinal, se é para que não aconteça, você não teria indicado este texto a ele... E se ele não aceita o caminho mais curto, então que vá pelo mais longo e tortuoso caminho até deparar com a mais triste (e humilhante) realidade.

Depois do texto, eu deixo as minhas colocações finais.
Obs: Alguns grifos no texto são de minha parte.


Texto Anônimo de um ex aluno de Pa-kua do Rio de Janeiro.

    Frequentei a Escola Pa-Kua do Rio de Janeiro durante três anos, e parei no ano passado, após me convencer de que o lugar tranquilo com pessoas agradáveis e que pareciam querer o bem dos alunos na verdade só estava aplicando um efetivo e muito bem organizado esquema de pilhagem financeira e pirâmide, sob o disfarce de ensinar Artes Marciais.
   Outros depoimentos neste blog já descreveram o esquema de pirâmide, os valores, o sistema de intensivos e itinerâncias. Não vou repetir o que já foi dito. Meu início foi igual aos vários que deram seus relatos aqui. Entrei como aluno, procurando uma melhoria de vida, e eventualmente acabei seduzido a ser instrutor, fazendo um dos famosos intensivos. Fui instrutor durante pouco mais de um ano, até finalmente me enojar de vez e sair. O que eu quero é contar dois casos que aconteceram na Escola do Rio de Janeiro com uma aluna e instrutores com quem trabalhei, e deixar os leitores tirarem suas conclusões.
O "bonzinho" e "confiável" Mestre charlatão Dan Suede.
    No início do meu terceiro ano, já instrutor a um certo tempo, fui informado pelo antigo Mestre Responsável, de que ele havia vendido a Escola para uma aluna “muito aplicada e com muito potencial”, porque ele tinha ficado saudoso da sua terra natal, os EUA, e queria voltar para lá com a família e abrir uma Escola em Miami. Nós, os instrutores, ficamos um pouco surpresos com essa decisão, porque o Mestre já tinha dito mais de uma vez que odiava o seu país de origem, e a aluna em questão tinha acabado de começar, não tinha nem seis meses de Pa-Kua. Depois entenderíamos que o potencial que motivou a venda foi o potencial do bolso da aluna e sua família.
    O valor da transação nunca nos foi revelado, mas por conversas e insinuações nos meses seguintes, acredito ter sido por menos de R$ 30.000,00. TRINTA MIL REAIS, por uma escola sem existência legítima (nem CNPJ próprio ela tinha), com um monte de equipamentos velhos que não valiam um décimo desse montante. A parte mais perversa: como a aluna não tinha o grau de Mestre, e este era obrigatório, ela teria que fazer os famosos intensivos, cobrados é claro, para alcançar o grau mínimo necessário; enquanto isso, o Mestre antigo continuaria a frente da Escola. Em outras palavras, a aluna pagou por nada de sólido, e pelo direito de continuar a ser mandada pelo Mestre.
       Nos meses seguintes, a aluna foi tosquiada (nota do blog: ele quer dizer que a garota foi completamente extorquida) pela Liga e pelos Mestre local. De cara, no segundo mês depois da venda, ele inventou uma reforma da Escola. E quando esta ficou pronta, ele comprou briga com o proprietário do imóvel e resolveu que era hora de mudar a Escola para um novo endereço, onde foi necessária NOVA reforma. Ou seja, em menos de três meses, a aluna pagou uma mudança e duas reformas. E claro, enquanto o Mestre continuou a receber sua porcentagem dos lucros da Escola, o valor dos intensivos, cursos, etc. Enquanto isso ela e os pais (que entraram junto nesse buraco), gastando todas as economias da família com cursos e intensivos, na promessa de assumirem a Escola Pa-Kua do Rio no futuro.
       Nessa altura, em conversas com outros Mestres visitantes, havíamos entendido finalmente o porquê da súbita venda da Escola do Rio de Janeiro e a mudança do Mestre. A Escola do Rio de Janeiro não era considerada lucrativa o suficiente. Enquanto o Mestre visitante conseguia pilhar uma média de R$ 15.000,00 a R$ 20.000,00 em outras Escolas, na do RJ eles mal conseguiam tirar 10 mil. Dez mil reais, em uma semana de “trabalho”, e eles consideravam isso “pouco”. Tanto é que no ano de 2014, tivemos apenas a visita do mesmo mestre intinerante, o que era muito incomum. Considerando o que aconteceu depois, provavelmente ele já tinha seus interesses próprios. E o Mestre local, vendo que não conseguia tirar o dinheiro no Rio de Janeiro que seus companheiros tiravam em outras cidades, resolveu se mandar para Miami.
     Antes de concluir esse primeiro caso, vou contar o segundo, para manter a ordem cronológica. Enquanto todo esse esquema com a aluna se desenrolava, os instrutores de arquearia começaram a primeiro avisar, e depois alertar, para a situação deplorável do equipamento de arquearia. Os arcos já estavam muito gastos, e as flechas já estavam quase todas em menor ou maior grau danificadas. Os instrutores vinham sendo obrigados, seguindo orientação dos Mestres, a REMENDAR as flechas, o que qualquer praticante de arquearia séria pode dizer que é um enorme perigo. O pior é que os alunos de arquearia pagavam uma taxa extra, que supostamente servia para a manutenção e renovação do material. Mas, como viemos a descobrir, esse dinheiro (que no auge da Escola devia ter chegada a quase mil reais mensais) simplesmente sumiu na contabilidade Pakuana do mestre gringo.
Finalmente, um dia, o pior aconteceu. Um aluno em aula foi atirar, e a flecha, que já tinha sido remendada várias vezes, não aguentou a força do disparo e se desfez na mão dele. Por muita sorte, o dano foi pequeno, apenas uma farpa maior no dedo, que após tratamento não deixou sequelas. Por sorte também, os pais desse aluno, menor de idade, entenderam que o risco fazia parte, e não tomaram nenhuma ação judicial. Mas, como no caso da aluna que comprou a escola, eles tiveram essa compreensão por causa da confiança que os Mestres de Pa-Kua sabem construir com sua conversa gentil e manipuladora. NÃO FAZIA PARTE O FILHO DELES ATIRAR COM UMA FLECHA REMENDADA, porque o dinheiro que deveria ser para a manutenção “sumiu”.
E pior, ao relatarem o acontecido, os instrutores de arquearia ainda foram culpados pelo Mestre local, que afirmou que a responsabilidade deles era comprar, com o dinheiro deles, o equipamento necessário. Já o Mestre Superior Responsável (Nota do Blog: Fernando M. Sandri), que já foi citado várias vezes nesse blog, o que ele disse quando foi comunicado? “O aluno ou o responsável assinou o contrato? Isso não é problema da Liga.”

     Voltando ao primeiro caso, para encerrar.

    Depois o que o antigo Mestre foi para Miami perpetuar seu esquema, por um breve período pareceu que a aluna-proprietária iria tomar as rédeas da Escola do Rio. Ledo engano; a Liga logo providenciou a vinda de uma Mestra, dona de Escolas no sul, e discípula do cara anterior, para assumir o Rio de Janeiro.
     Enquanto ela não desembarcava, a Escola do Rio foi cada vez se esvaziando mais. Alguns ficaram sentidos pela saída do Mestre, por que ficou claro para todo mundo que ele estava se mandando atrás de um lugar mais lucrativo. Outros, por causa das atitudes do Mestre antes dele finalmente partir, como dar intensivos e cursos de qualquer maneira, e em muitos casos, sem completar o número de aulas consideradas “apropriadas”. Alguns alunos receberam faixas de instrutor sem mal terem feito os intensivos. Desnecessário dizer, abandonaram o Pa-Kua logo em seguida.
     Finalmente, a nova Mestra responsável desembarcou, com a promessa de revitalizar a Escola do Rio. Ledo engano. Ela mal fez nada, assumiu algumas turmas regulares, para logo depois cancelar várias destas, o que fez que mais pessoas desistissem, e deixando de dar aula por qualquer desculpa, para não fazer absolutamente NADA. Além, é claro, de aplicar os famosos intensivos e cursos, já que o dinheiro destes vai direto pro bolso dela. A aluna-proprietária, que a essa altura já se encontrava desesperada pelo erro que cometeu, acabou confidenciando para algumas pessoas que a Mestra, ao contrário do que todos nós imaginamos, não comprou parte da sociedade na Escola, e nem investiu dinheiro. Enquanto isso, nós instrutores, que até recebíamos alguma coisa, deixamos de ver um centavo. A justificativa foi de que a situação econômica da Escola não permitia a continuidade dos pagamentos, e que todos deveriam fazer a sua parte. Mas CLARO que isso não incluía os Mestres locais, nem a Liga. Estes continuaram a receber suas porcentagens, claro. Porcentagens essas que os alunos regulares nem sabem existir, e os instrutores só descobrem depois de algum tempo de casa.
     Em retrospecto, ficou claro o que aconteceu: a nova Mestra, vendo o estado da Escola, simplesmente resolveu esperar a aluna-proprietária sangrar todo o dinheiro que ela tinha, para então comprar a Escola por preço de banana, o que aconteceu alguns meses depois da minha saída. Algum tempo depois disso, aquele mestre itinerante de que falei que parecia gostar muito do Rio apesar dos lucros baixos, também se mudou pro Rio. Também em retrospecto, não posso deixar de pensar que ele já estava pensando em assumir a Escola do Rio com a Mestra desde o começo do ano, quando o gringo tinha decidido se mandar pra Miami.
     Para concluir: a aluna e sua família torraram todas as suas economias na promessa de assumir um negócio que fazia o bem das pessoas. Num chute, baseado a tabela de preços que esse blog já publicou, ela, só ela, não gastou menos de R$ 50.000,00 nessa aventura. E deus sabe quanto os pais dela gastaram. A última vez que eu ouvi falar deles, eles tiveram que sair do apartamento que eles moravam aqui no Rio de Janeiro, em um bairro de classe-média alta, e se mudar para Nova Iguaçu, na baixada fluminense, onde, por sorte, eles tinham uma casa própria. Segundo me relataram alunos que estava lá nessa época, e com quem consegui manter algum contato, ela deixou bem claro o que aconteceu: “Vendi a Escola para a Mestra e estou saindo do Pa-Kua para reconstruir minha vida”.
      E o que me revolta mais é saber como o Pa-Kua trata aqueles que saem. Ela, como todos nós que largamos, seremos prontamente esquecidos. Dentro da lenda da maravilhosa escola que foi aberta por um argentino discípulo de um chinês renegado, não existe espaço para aqueles que não continuam dando seu sangue, e seu dinheiro, para esse esquema de pirâmide que é praticamente um culto. Nossos nomes não são mais citados lá dentro, e não somos bem-vindos, a menos que queiramos voltar. A esposa do Mestre gringo, com quem sempre tive uma relação amistosa, passou a me ignorar na rua, depois que saí da escola. E ela não foi a única.
      Bem, termino aqui o meu relato. Foi muito longo, mas acho que era um aspecto do Pa-Kua que eu tive o privilégio único de conhecer na Escola do Rio. Pois, nas Escolas do restante do país, pelo que eu vejo, o esquema funciona muito bem. Foi aqui no Rio, onde não funcionava, é que eu pude testemunhar até onde vai a ganância desses indivíduos, e considero um dever meu como ser humano dividir essa experiência.

       Fiquem longe do Pa-Kua.

       Abraços.

Opinião do Mestre Shinn e uma esperança.

O motivo de ter grifado esses trechos é apenas uma forma mais simples de destacar e resumir tamanha pilantragem vindo desses charlatões, se lermos apenas os grifos é possível entender diretamente o texto e ver de cara o que eles aprontaram. Sobre a garota que foi literalmente extorquida pelos pakuanos, eu já obtive mais informações sobre ela, só que até antes desta denuncia chegar, não estava muito claro sobre o que havia realmente acontecido. Então, aqueles ex alunos que abriram os olhos e tenham algum contato com esta moça, caso queiram relatar suas histórias contra os pakuanos, favor procurar a gente, tanto pela comunidade do Facebook, quanto pelo nosso e-mail chinnpantzemestre@gmail.com. E esta moça que foi vítima dos pakuanos quiser relatar o seu caso para nós com mais detalhes, que entre em contato conosco, para que possamos ajudá-la a pelo menos resgatar a sua dignidade! Prometo que se nos ajudar, nós a ajudaremos a tomar as devidas ações necessárias contra esses canalhas na justiça! 
Sorrindo com o dinheiro dos outros!
               que maravilha! #SQN
E a tal “mestra” recém chegada se chama Renata Oliveira, ela é de Florianópolis, inclusive já foi exposta na página do Facebook oferecendo curso falcatrua de defesa contra ARMAS DE FOGO (Sim! Dê o seu dinheiro para aprender a tomar um tiro na rua por confiar em técnicas milagrosas de "Mestras" fajutas)! E ela conhece bem o esquema de pirâmide como muitos outros incapazes da Liga Internacional de Pa-kua.        
          O mais engraçado disso tudo, é que ela se diz “Mestra” tendo apenas o terceiro dan ou grau, isso é típico do pensamento de leigo achar que para ser “Mestre”, basta ter uma faixa preta... Gente que oferece esse tipo de curso é incompetente ou extremamente vigarista, tinha mais é que ir pra cadeia por estelionato!
Este gringo chamado Dan Suede, já apareceu na página do Isto Não é Arte Marcial querendo tirar onda com a nossa cara, só que logo depois que eu respondi o comentário dele, rapidinho o gringo arregão apagou o texto...
Sobre essa questão dos “intensivos” ou “cursos acelerados”, um pessoal que tá reagindo contra a presença de Pakuanos em eventos de anime em Porto Alegre, já relatou um fato que aconteceu no último evento que eles presenciaram, e conta um deles que uma garota com faixa cinza veio dizer uma série de bobagens a respeito da espada japonesa alegando que Katanas e Jinkums não são espadas e sim “Sabres”, conforme alegam os pakuanos em seus cursos de  harakiri “Armas de corte”, do qual ela é instrutora de defesa contra facas com apenas SETE MESES de prática no Pa-kua Hermano...

O pessoal até que tentou de boas, informar a garota sobre os perigos dessas aulas intensivas e alertar sobre vendas de graduação, e quando pareceu que a garota tinha ficado incomodada com a dose de realidade; os pakuanos imediatamente tentaram se vitimizar no sentido de pedir a expulsão do grupo no evento aos organizadores, o que de fato, não aconteceu; mas a reação mais do que positiva deste grupo, foi uma apresentação de Dança do Leão chinês promovido pelo mesmo grupo e bem na cara dos pakuanos, para mim, isso foi a melhor resposta para eles.

Para mostrar que ainda cabe um raio de esperança e reação positiva contra os pakuanos que encerro este texto; recomendando que os instrutores de artes marciais de cada estado ou cidade tomem a mesma iniciativa que esse grupo está fazendo, unindo as artes marciais contra a presença negativa destes enganadores milenares pakuanos, 
Deixem de lado o pensamento presunçoso e arrogante de que só ignorando os charlatões é que as artes marciais vão melhorar, não mesmo! O seu silencio é tudo o que eles mais querem para poder enganar e extorquir o quanto puder de patinhos. O dia em que o Pa-kua virar referencia de arte marcial, isso será graças ao seu silencio e a sua comodidade de não fazer nada para impedir o avanço deles...